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Conhecendo Progressive Web Apps (PWA)


Escrito por: Anderson Souza

Analista de Sistemas graduado em Sistema da Informação


A PWA é uma nova metodologia de desenvolvimento de soluções web capitaneada pelo Google junto com outras grandes empresas de tecnologia. A proposta é a união dos melhores conceitos e experiências entre sites regulares e os aplicativos móveis. Segundo o site de desenvolvedores da gigante das buscas, as 3 premissas de experiência do usuário para uma PWA são:

– Ser Confiável
– Ser Rápido
– Ser Cativante

O contexto das soluções atuais

Analisando as duas principais vertentes de entrega de soluções móveis temos o WebApps, que basicamente é um site (eles são acessados pelo navegador do dispositivo) com uma interface de Aplicativo, porém com uma limitação de integração aos recursos do dispositivo, também há uma alta dependência de conexão de internet, o que pode comprometer a experiencia do usuário em situações onde a qualidade de internet é limitada.
Já os Apps nativos são os aplicativos tradicionais que precisam ser baixados nas lojas do Google Play ou App Store, eles geralmente funcionam sem dependência de internet, e possuem uma experiência melhor e mais fluida já que não dependem de um navegador para serem executados.
Porém, para disponibilização de um App nativo é necessário passar pelo crivo das lojas que tem suas políticas e regras de análise e aprovação, sendo sujeitos a alterações unilaterais cabendo aos desenvolvedores adaptação em tempo hábil para não haver impacto no prazo de publicação e consequentemente no negócio.

E como a PWA soluciona essas questões?

Segundo o Google, as 10 características que definem exatamente a expectativa de uma PWA são:

– Progressivo: para qualquer usuário, independente do browser.
– Descobrível: em qualquer busca em sites ele seja efetivamente encontrado.
– Linkável: ao encontrar na busca ele seja devidamente aberto através de um link.
– Responsivo: feito para qualquer dispositivo: desktop, tablet e mobile.
– Conexão: funciona mesmo se o usuário estiver offline.
– App-like: o usuário se sente em um aplicativo nativo.
– Sempre Atualizado: não é necessário baixar atualizações do aplicativo, o browser simplesmente irá detectar e atualizar automaticamente, caso necessário.
– Seguro: somente com https (protocolo que implementa a segurança nos sites).
– Engajável: através de push notifications, o usuário pode ser constantemente engajado.
– Instalável: é possível adicionar um ícone na tela principal do smartphone com apenas um clique.

Diante dos pontos supracitados, as questões de limitação de conexão e de integração dos recursos do smartphone que os WebApps são solucionadas através de Service Workers, são basicamente scripts executados de forma transparente ao usuário, fornecendo as integrações necessárias entre a aplicativo e os recursos de hardware (GPS, Câmera, Acelerômetro…).
Em se tratando de aplicativos nativos, na posição do usuário existe a facilidade da instalação da versão onde somente será necessário um link sem precisar acessar as lojas e esperar o download e instalação. Para complementar, as atualizações são transparentes. Na posição do desenvolvedor, a facilidade da publicação sem passar pelo crivo das análises das lojas a cada atualização é grande, o que facilita uma evolução constante da solução.

Cases

Algumas empresas já estão construindo as PWA de suas soluções, como é o caso do Twitter (https://twitter.com/). Mas, para uma melhor visão do poder dessa metodologia, o site https://pwa.rocks/ contém uma vasta biblioteca.
Para completar, um dos cases de maior sucesso é o e-commerce Flipkart (https://www.flipkart.com/) onde com a aplicação da PWA resultou em um aumento de 70% nas vendas.

Com todas essas características, a consquência para o o impacto direto da PWA no mercado é a maior retenção do usuário, pela facilidade na “instalação” do aplicativo. Também temos o impacto no desenvolvimento pois a PWA não é desenvolvida por linguagens específicas para cada plataforma, como é feito no desenvolvimento nativo, gerando uma economia na equipe e uma capacitação mais concentrada.

A PWA não é uma bala de prata, pois ela pode não atender a desenvolvimento de demandas de alta performance, com componentes e controles muito específicos para cada plataforma móvel (Android ou iOS) e os service workers ainda não controlam todos os componentes nativo, ou seja, como em todas as tecnologias o caminho é entender a proposta e verificar a aderência para a entrega da solução ideal.

Victor Mansur

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