marca do Jornal A TARDE

 
http://maisti.atarde.com.br/wp-content/uploads/2017/03/capa-assespro-960x600_c.jpg

Mulheres no mercado de TI


Que a tecnologia da informação hoje faz parte da vida de todas as pessoas, isso ninguém dúvida. Homens e mulheres acordam consumindo tecnologia da informação- TI, isso também é uma pura verdade. Mas, o que dizer das mulheres que participam e escolheram TI para se destacarem e assim, colocaram um toque feminino, em um mercado dominado por profissionais do sexo masculino? A ASSESPRO-BA – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação Regional Bahia resolveu neste Dia Internacional da Mulher, ouvir estas executivas que escolheram atuar no mercado de TI, pela afinidade, competência e dedicação.

Antes mesmo de existir TI na Bahia, e de se falar da diferença de sexo, as mulheres já desempenhavam um papel fundamental na história da tecnologia. Lá por 1843, Augusta Ada King, a Condessa de Lovelace desenvolveu o primeiro logaritmo traduzindo os textos de Luigi Menabrea, um matemático italiano, sobre as ferramentas analíticas. Alguns séculos depois, em 1965, a primeira mulher a conseguir PhD em Ciência da Computação foi Mary Kenneth Keller. Mulheres fortes que procuram a difícil missão de fazer a diferença no mercado da tecnologia da informação.

Aqui na Bahia, contamos com a Luzimar Azevedo, 65 anos, destes 46 anos, no mercado de TI na Bahia. Antes mesmo de fundar a Atena Tecnologia que segundo a própria, surgiu da uma simples iniciativa e hoje com mais de 60 colaboradores prestando serviços para todo o mercado nacional, de Belém do Pará até Porto Alegre no Rio Grande do Sul, começou na Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – Coelba e conta qual é o principal desafio quando quer se firmar neste mercado. “O maior desafio é não permitir que o mercado lhe enxergue como mulher ou homem, e sim, como uma profissional qualificada e competente”, ressalta Luzimar Azevedo.

luzimar2

Luzimar Azevedo da Atena Tecnologia

No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 580 mil profissionais de TI, apenas 20% são do sexo feminino. A Google apontou que dentro do seu quadro de colaboradores apenas 30% são mulheres. Marcela Rocha, 35 anos, sócia-diretora da empresa Saiteria confessa que recebe muito pouco currículos de profissionais mulheres de TI: “Eu gostaria muito de ver mais mulheres no mercado de TI e acho que os números já estão aumentando, mas ainda é raro recebermos CV de uma programadora”, relata.

10885203_923746004302404_2659461249294948082_nMarcela Rocha da Saiteria

Marcela, já fez 15 anos trabalhando em agências digitais, por isso defende que o baixo percentual pode ser resolvido quando as mulheres encararem e decidirem fazer o que realmente gosta. “Um conselho que eu daria para qualquer profissional é fazer o que gosta. Se você gostar do que faz, a chance de se destacar é bem maior”, conta.

Outra mulher que também nos recebeu e deu uma dica para as mulheres que querem se firmar nesta área foi Joselene Silva da Total Informática. Falando da profissional do sexo feminino e mercado de TI, ela ressalta que esta área não é para amadoras tem que saber o que faz. “Como é uma área em sua maioria masculina, a mulher gestora e dona de negócio em TI, precisa ser acima de tudo afinada com as novidades, preparada para competir em condições de igualdade”, sugere.

josyJoselene Silva da Total Informática

Como diz o ditado popular, lugar de mulher é onde ela quiser! Para Luzimar, Marcela e Joselene elas escolheram a TI. A ASSESPRO-BA, parabeniza a vocês, e as demais profissionais da área, pela coragem de querem fazer a diferença!

Fonte: Assespro-BA

Victor Mansur

Outras postagens de

Menu